Relayium

Como transferir arquivos do Android para o iPhone (sem cabo)

Última atualização: 2026-08-07

Android e iPhone não compartilham um AirDrop, então mover algumas fotos ou um vídeo entre eles geralmente significa um cabo USB, um app de conversa que comprime suas imagens, ou uma ida e volta por algum drive na nuvem. Os três são mais lentos e mais trabalhosos do que deveriam ser.

O Relayium pula tudo isso. Os dois celulares abrem a mesma página: na mesma LAN os arquivos criptografados de ponta a ponta viajam diretamente; entre redes, um retransmissor TURN só transporta texto cifrado que não consegue ler nem descriptografar e não mantém cópia nem histórico do conteúdo em tempo real. Não há app para instalar; no emparelhamento entre redes o criador faz login e quem entra nunca precisa de conta. Este guia mostra passo a passo.

O que você precisa antes de começar

O que você precisa

  • Um celular Android com Chrome (ou qualquer navegador moderno) e um iPhone com Safari — ambos atualizados.
  • Para o caminho mais rápido, os dois dispositivos na mesma rede Wi-Fi. No iPhone isso normalmente inclui desligar o iCloud Private Relay só para aquela rede: ele faz o celular sair por outro IP público, e a descoberta na mesma rede agrupa os dispositivos exatamente por esse endereço. Deixá-lo ligado é uma escolha perfeitamente válida — nesse caso um código de emparelhamento em https://relayium.com/cross-network alcança o celular sem mudar a configuração.
  • A página aberta por https://relayium.com/ nos dois celulares. A transferência criptografada exige HTTPS, e em http:// puro a página diz isso em vez de listar dispositivos.
  • Os arquivos que você quer enviar, até 1.000 por lote, e lugar para eles no celular que recebe — qual pasta é essa cabe ao navegador dele, não ao Relayium.

Nada para instalar. Na mesma rede também não há nada para cadastrar — as transferências em tempo real funcionam direto do navegador nos dois dispositivos.

Passo a passo: os dois dispositivos na mesma rede Wi-Fi

Este é o caminho mais simples. Na mesma rede, os dois celulares se descobrem automaticamente, então quase não há nada para digitar.

  1. Tanto no celular Android quanto no iPhone, abra a página de transferência no navegador.

    https://relayium.com/
  2. Compare o IP público da linha de status nos dois celulares. Endereços iguais colocam os dois em uma sala; um endereço diferente no iPhone costuma significar iCloud Private Relay ou dados móveis, e não uma Wi-Fi com problema.

    Conectado · este dispositivo iPhone · IP público 203.0.113.9
  3. Agora cada celular lista o outro em “Dispositivos próximos”. No que envia, toque no que recebe e pressione “Abrir área de trabalho”. Em um navegador atual essa é a única ação do cartão, porque a partir daí arquivos e mensagens compartilham a única conexão criptografada que ela abre.

  4. A área de trabalho toma o lugar daquele cartão, e os controles dela levam os dois: “Enviar arquivos” para um lote de até 1.000, ou digite na caixa de mensagem e pressione “Enviar”. “Enviar uma pasta” aparece no celular Android mas não no iPhone, porque nenhum navegador de iOS deixa uma página escolher uma pasta. Depois, no iPhone que recebe, leia a linha abaixo do pedido antes de aceitar — ela diz se o Safari vai perguntar onde salvar ou gravar nos downloads dele — e toque em “Aceitar”.

  5. Deixe as duas abas à frente até o contador chegar ao último arquivo. Para comparar antes um código de verificação (SAS), ligue a “Verificação avançada” nos dois celulares antes de começar: a coincidência confirma que os dois celulares entraram na mesma sessão criptografada de ponta a ponta, não a rota de rede que transporta o texto cifrado. Se deixar desligada, não há código para comparar e a sessão continua criptografada do mesmo jeito.

Como é uma transferência que funciona

A essa altura o cartão do outro celular já não existe — a área de trabalho ocupou o lugar dele —, então o estado é lido no cabeçalho da área de trabalho: o dispositivo a que você está conectado, um estado de vínculo “Conectado” e um único selo de caminho indicando “LAN direto”. O contador de arquivos termina no último arquivo do lote nas duas telas.

Depois confirme o arquivo, não a página. No iPhone isso é a pasta Downloads no app Arquivos, onde o Safari deixa um download; no celular Android, a lista de downloads do próprio navegador — chrome://downloads no Chrome, about:downloads no Firefox.

Conectado a iPhone · Conectado · LAN direto
Arquivo 2/2

Quando os dois celulares não se enxergam

Há uma causa que vale conhecer no iPhone: o iCloud Private Relay está ligado em muitas contas iCloud+ e muda o IP público com que o celular aparece — que é exatamente o critério pelo qual a descoberta na mesma rede agrupa os dispositivos. É uma causa comum entre várias, não a única, e as verificações abaixo são as primeiras usuais e não uma lista exaustiva; cada uma decide o seu caso com o que já está na tela.

Sintoma, verificação, correção

O iPhone nunca aparece no celular Android, ou o contrário.
https://relayium.com/   # compare o IP público da linha de status nos dois celulares

Dois endereços IP públicos diferentes são duas salas. No iPhone o iCloud Private Relay é uma causa comum, e o celular ter ficado nos dados móveis é outra; nenhuma das duas é a única possibilidade. Se você estiver disposto a mudá-las, desligue o Private Relay só para aquela Wi-Fi em Ajustes › Wi-Fi › a rede › Limitar rastreamento de endereço IP, ou entre na Wi-Fi, e recarregue depois https://relayium.com/. Se preferir deixar o Private Relay ou uma VPN ligados, um código de emparelhamento em https://relayium.com/cross-network alcança o celular sem mexer em nenhum dos dois.

Os dois celulares mostram o mesmo IP público e nenhum cartão aparece.
https://relayium.com/   # a dica abaixo da lista de dispositivos nomeia a configuração do roteador

O roteador está separando os próprios clientes. Desative “isolamento de AP / isolamento de clientes” nas configurações de Wi-Fi dele, ou emparelhe os dois celulares entre redes com um código em https://relayium.com/cross-network quando o roteador não for seu para mexer.

Antes de aceitar, o iPhone avisa que precisa segurar o lote inteiro na memória.
https://relayium.com/   # o aviso informa o tamanho do lote que ele teria de segurar

Todos os navegadores do iPhone são WebKit e não têm a API File System Access, então o lote é montado na memória e o Relayium avisa acima de mais ou menos 256 MiB. Mande menos arquivos por vez, ou mande esse arquivo para um Chrome ou Edge de computador, que grava direto no disco sem teto de tamanho.

O contador terminou mas você não encontra o arquivo no iPhone.
https://relayium.com/   # a linha abaixo do pedido já dizia onde este navegador salva

O Safari não coloca um download na biblioteca de fotos. Procure no app Arquivos, em Downloads — o local exato é o que Ajustes › Safari › Downloads aponta, iCloud Drive ou o próprio iPhone — e abra de lá; uma foto só chega ao app Fotos se você mesmo a salvar a partir do arquivo.

A transferência para ou falha ao trocar de aplicativo ou quando a tela bloqueia.
https://relayium.com/   # nos dois celulares, a aba do Relayium precisa ser a da frente

Uma aba em segundo plano pode ser limitada ou até suspensa em qualquer dos dois celulares, e enquanto isso acontece nenhum byte se move. O Relayium pede um bloqueio de tela onde o navegador oferece, o que cobre a tela apagar mas não compra execução em segundo plano nem sobrevive a uma troca de aplicativo: deixe as duas abas à frente até o contador terminar.

Entre redes: emparelhamento e retransmissão

O servidor gera exatamente seis dígitos decimais (0–9, inclusive com zero à esquerda). O remetente faz login para criar o código; quem entra por código, link ou QR nunca precisa de conta. Ele aceita novas entradas por cinco minutos; uma transferência já conectada não é interrompida quando a contagem termina.

Entre redes diferentes, os navegadores usam por projeto um retransmissor TURN criptografado em vez de tentar primeiro uma rota direta. A chave fica nos dois dispositivos, então o retransmissor só encaminha texto cifrado de ponta a ponta, não consegue ler os arquivos e não guarda cópia nem histórico do conteúdo em tempo real.

Outras formas de mover arquivos entre Android e iPhone

O Relayium não é a única opção, e vale conhecer os trade-offs honestos das alternativas:

Minhas fotos vão perder qualidade?

Não. Diferentemente de um app de mensagens, o Relayium envia o arquivo original byte a byte — sem recompressão, sem redimensionamento. O que chega ao iPhone é uma cópia exata do que saiu do celular Android.

Para comprovar, cada arquivo é verificado de ponta a ponta com um hash SHA-256, então uma foto ou vídeo que chega é garantidamente idêntico ao que você enviou. Arquivos grandes também são bem tratados: um navegador com a API File System Access (Chrome ou Edge no computador) grava o arquivo recebido direto no disco, sem limite de tamanho. Firefox, Safari e navegadores de celular — no iPhone é tudo WebKit — não têm essa API, então neles o lote é montado na memória, e o Relayium avisa antes de você aceitar assim que passa de cerca de 256 MB. Esse número é uma estimativa propositalmente conservadora, não um teto medido: o ponto real de falha depende da memória do aparelho, do sistema e de quantas abas estão abertas.

Perguntas frequentes

Preciso instalar um app em algum dos celulares?

Não. O Relayium roda inteiramente no navegador tanto no Android quanto no iPhone. Abra relayium.com em cada dispositivo e você está pronto — sem download de qualquer forma. Na mesma rede uma transferência em tempo real não precisa de conta; emparelhar entre redes apenas pede que o remetente entre. Você pode, opcionalmente, adicioná-lo à tela inicial como um PWA, mas isso é só um atalho.

Os dois celulares precisam estar na mesma rede Wi-Fi?

Não. A mesma rede é o caminho mais rápido porque os dispositivos se descobrem automaticamente, mas um código de emparelhamento conecta dois celulares entre redes diferentes — mesmo um em dados móveis e outro em Wi-Fi. A transferência permanece criptografada de ponta a ponta nos dois casos, embora emparelhar entre redes exija que o remetente entre — o destinatário nunca precisa de conta.

As fotos são comprimidas ou alteradas de alguma forma?

Não. O arquivo original é transferido byte a byte sem compressão, e cada arquivo é verificado de ponta a ponta com um hash SHA-256, então o que chega ao iPhone é idêntico bit a bit ao que você enviou do Android.

Abra o Relayium nos dois celulares e envie seus primeiros arquivos — sem instalação, e sem conta necessária na mesma rede.

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